quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

TPM: Malditos Hormônios

Quase toda mulher no mundo já passou pela temida TPM - a Tensão Pré-Menstrual, apelidada carinhosamente por alguns de Temporada Proibida para Machos ou Tendência Para Matar. A  grande maioria das mulheres do planeta já sentiram algum sintoma da TPM, em maior ou menor intensidade, e ela nos atormenta todo mês anunciando a chegada de outro pesadelo (ou não!) das mulheres: a menstruação! 

Sabemos que nosso corpo é cheio de hormônios e são eles que "controlam" nosso organismo... No caso da TPM, ocorre um enorme DESCONTROLE, por causa do excesso de hormônios envolvidos no processo, e a não ser que a mulher utilize mais hormônios para inibir a menstruação, ela passa por essa GUERRA HORMONAL todo mês...

Esse conjunto de mudanças hormonais que causam toda a desordem em aspectos nervosos, psicológicos e físicos, ocorre no final do ciclo menstrual, de 7 a 14 dias antes da menstruação, quando aumenta-se a produção dos hormônios estrógeno e progesterona, que só voltam aos níveis normais com o início da menstruação.

Os sintomas mais comuns são: a mudança de humor (desde a propensão ao choro sem motivo até a ansiedade, à raiva e à irritabilidade que permitiriam à mulher querer MATAR alguém sem um motivo determinado), mudanças na capacidade de se concentrar em algo, o aparecimento de dores de cabeça, nos seios, nas articulações e das temidas cólicas menstruais (que nos fazem derramar lágrimas, a não ser que você passe esses dias à base de remédios) e a vontade irresistível de atacar todos os doces que aparecem pela frente...

A verdade é que por mais estranho que pareça aos homens a completa instabilidade de humor nas mulheres nesse período, a gente aprende a conviver com a TPM (a infeliz não vai nos largar tão cedo mesmo), e é claro que precisamos de compreensão, mas com uma caixa de bombons ou uma panela de brigadeiro na mão, a nossa vida fica muito mais fácil, NAQUELES DIAS! ;)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Química na cozinha: o BOLO

Se a Química está presente em nosso cotidiano, lugar nenhum em nossa casa é um laboratório tão perfeito como a COZINHA!

Minha mãe sempre me disse que cozinhar era um DOM, uma ALQUIMIA... Afinal, sabendo cozinhar,  transformamos simples legumes, verduras, carnes em pratos apetitosos, capazes de abrir o apetite de qualquer pessoa! 

Bom, é a ALQUIMIA foi o início da Química, né?  ;)


Pensando nisso, qual será a química envolvida no preparo de um BOLO? Qual a importância de cada componente? 

O bolo, como conhecemos, surgiu no século 12 a.C., com os antigos povos da Mesopotâmia,  foi aprimorado pelos gregos no século 10 a.C., com a adição várias frutas e mel. A utilização do açúcar, advindo da Índia, surgiu no século XV, substituindo o mel e possibilitando a origem do glacê e da confeitaria.
Apesar das diversas formas e sabores encontrados nos bolos preparados atualmente, a base de todo bolo é a mesma: farinha, açúcar, ovos, leite, alguma gordura (normalmente, a manteiga) e fermento. Cada um desses ingredientes é essencial para que o processo ocorra corretamente, pois tem uma função na estrutura e sabor do bolo:
Farinha de trigo: por possuir grande elasticidade, é perfeita para suportar a expansão causada pelo processo de fermentação e gerar a estrutura necessária para o bolo;
Açúcar: Além de transformar qualquer receita em algo delicioso (e ser uma tortura para os diabéticos), o açúcar substituiu o mel nos bolos por aumentar o período de conservação dos alimentos, impedindo a proliferação de bactérias e microorganismos graças à pressão osmótica que exerce. Além disso, o açúcar ajuda a manter a água retida no bolo, através das ligações entre as moléculas de água e de sacarose (ligações de hidrogênio), deixando o bolo mais úmido.
Ovos: Os ovos influenciam diretamente na estrutura do bolo. Além da ação emulsificante, que auxilia na mistura dos ingredientes, da formação da espuma, que contribui com a aeração da massa e, conseqüentemente, na leveza da massa, os ovos possuem a característica de endurecer, dar liga à massa, influenciando em sua textura. Essa interferência na consistência da massa é causada pelo fenômeno da desnaturação (mudança estrutural capaz de causar uma mudança na função da substância), que ocorre com a mudança estrutural das proteínas existentes no ovo.
Leite: Além de sua ação umectante (umedecer a massa), o leite também influencia na textura e consistência obtida pela massa. Isso ocorre porque o leite também é composto por proteínas (assim como os ovos), e pode interferir na estrutura formada pela massa. Por esse motivo, além da riqueza de vitaminas e minerais oferecidos pelo leite de boa qualidade, não seria possível substituir, completamente, o leite utilizado na massa por água, pois garantiríamos a umidade, em detrimento da estrutura do bolo.
Manteiga: Por ser uma gordura neutra (nem boa, nem ruim ao organismo), a manteiga é muito utilizada como gordura na culinária. Na formação do bolo, auxilia na retenção do ar e da água (assim como o açúcar, prolongando a validade do alimento). Pode ser substituída por óleo de canola, que é mais saudável, por ser rico em ômega 3. 
Fermento: Normalmente composto por bicarbonato de sódio (NaHCO3 - ou por uma mistura de substâncias que liberam gás carbônico sob a ação do calor), o fermento é um personagem fundamental para uma receita de bolo bem sucedida. O processo de fermentação é o responsável pela expansão da massa durante o cozimento, pois a liberação do gás carbônico (que ocorre na reação entre o bicarbonato e as outras substâncias com caráter ácido presentes no fermento) é o que permite que o bolo (ou a massa) obtenha uma textura leve e macia, além de influenciar na altura final atingida pela massa.


Grandes ou pequenos, de chocolate ou fubá, simples ou confeitados... não importa! O BOLO sempre será o queridinho de todos os paladares!